É lançado o primeiro bioinseticida para o controle do vetor do greening

dezembro 11, 2017 8:38 am

É lançado o primeiro bioinseticida para o controle do vetor do greening
A notícia foi comunicada pelo gerente do Fundecitrus, Juliano Ayres, no dia 07 de dezembro (ontem), durante a Comemoração dos 40 anos da Instituição. O bioinseticida é o agente de controle do psilídeo Diaphorina citri, vetor das bactérias causadoras do greening ou huanglongbing (HLB), doença causada pelas bactérias Candidatus Liberibacter spp, Candidatus Liberibacter asiaticus e Candidatus Liberibacter americanus que afeta todos os citros (laranja, limão e tangerina). O psilídeo, quando suga a seiva de uma planta doente para se alimentar, serve como transmissor da bactéria causadora da doença, propagando o greening nas lavouras. Essa é a doença mais severa que atinge os citros no mundo, uma vez que as plantas contaminadas não podem ser curadas.
Com o intuito de levar conhecimento adquirido nos laboratórios para o campo, a pesquisa e o desenvolvimento do produto foram frutos da parceira da Escola Superior de Agricultura “Luís de Queiroz” (ESALQ-USP), do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), e da Koppert, empresa líder mundial em Controle Biológico e polinização natural. A pesquisa conduzida durante sete anos pelo prof. Dr. Italo Delalibera Jr da ESALQ-USP resultou na seleção do fungo entomopatogênico Isaria fumosorosea. “É uma grande conquista. É o primeiro produto biológico a base de Isaria fumosorosea no Brasil e existem poucos no mundo. É uma ferramenta com grande potencial que vem contribuir muito com o setor da citricultura” analisa prof. Dr. Italo Delalibera Jr. A empresa amiga do citricultor, Koppert Biological Systems, apresenta a primeira alternativa biológica para o controle do psilídeo D. Citri com o nome comercial de Challenger. O inseticida microbiológico é ideal para o Manejo Integrado de Pragas (MIP), é registrado (no 28617) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e possui uma moderna formulação em suspensão concentrada (SC) que garante a máxima performance desde o momento da diluição em água, preparo do tanque, até o contato com tegumento do inseto, garantindo que as gotículas fiquem aderidas ao mesmo, iniciando assim o processo de infecção.
A atuação do fungo é realizada através do contato direto com seu alvo. Os conídios do fungo entompatogênico Isaria fumosorosea, após a pulverização, são depositados sobre o alvo, aderindo ao tegumento do inseto, e iniciam seu processo de germinação produzindo um complexo de enzimas que atua na degradação do tegumento do inseto, permitindo com que o fungo penetre em seu hospedeiro. Uma vez no interior do inseto, o fungo continua seu processo de desenvolvimento onde também continua a liberação de enzimas e metabólitos que levam o inseto à morte. Logo em seguida, o fungo inicia o processo de extrusão, colonizando desta vez a parte externa do inseto, onde comumente o inseto fica recoberto com uma fina e pulverulenta camada de conídios de tom rosáceo, confirmando assim a morte o inseto pelo fungo Isaria fumosorosea. Tanto ninfas quanto adultos são susceptíveis a ação do fungo.
Para o diretor industrial, Danilo Pedrazzoli, da Koppert do Brasil, outro importante ponto a ser considerado é a compatibilidade do produto Challenger com defensivos químicos contidos na lista de Produção Integrada dos Citros (PIC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), demonstrando que a tecnologia biológica do produto Challenger pode ser consorciada a campo com outras metodologias de controle de pragas, o que novamente evidencia a importância do MIP no manejo de resistência do psilídeo.

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